É encantador observarmos a natureza! Inspiradora de muitas canções, poemas, cenário natural de reflexões, fonte despertadora do talento de um pintor, enfim, muitos qualidades poderíamos aplicar a esta obra tão fantástica criada por Olorum o Senhor Supremos de nossos destinos, mas talvez nunca paramos para refletir o que esteja escondido por detrás de tanta beleza e poderíamos dizer tanta força e é neste ponto que vamos aprofundar nossos estudos sobre o misterioso e encantador REINO VEGETAL.
Quando observamos a natureza encontramos inúmeras formas de vegetação, de leguminosas, de verduras, grãos etc. Olhando para a criação divina nos questionamos de como e porque este reino foi criado.
Dentro da ritualística Umbandista encontramos 7 qualidades divinas que denominamos Orixas divindades africanas que migraram com o negro escravo para o Brasil no período escravagista. Infelizmente devido a falta de estudo e acima de tudo disciplina mediúnica por parte de alguns praticantes da Umbanda a qualidade dos Orixas foi muito “humanizada” deixando os princípios sagrados dos mesmos esquecidos tomando lugar defeitos e hábitos humanos. Podemos tomar como exemplo o chavão popular: “Sou briguento, por isso sou filho de Ogum, ou ainda:” Sou muito emotiva por isso sou filha de Oxum”
Estas colocações não se enquadram dentro do perfil energético dos Orixas, nem tão pouco de suas funções na criação divina e neste aspecto encontramos:
- Oxalá regendo o sentido da fé
- Oxum regendo o sentido do amor
- Oxóssi regendo o conhecimentos
- Xangô regendo a justiça divina
- Ogum regendo a ordenação ou a lei divina
- Obaluaiê regendo a transmutação ou evolução divina
- Iemanjá regendo a criação ou geração divina
Este grupo de Orixás formam o que chamamos de Orixás Universais ou Orixás Maiores dentro do Ritual Umbandista ou seja, aqueles que nos favorecem nos agregando energias salutares para nosso aprimoramento, valendo lembrar que neste caso tudo na criação divina é envolvido por estas energias.
Dentro deste grupo também temos os Orixás Menores ou Orixás Cósmicos, não devendo ser interpretado “menor” como menos importante na criação, mas nas suas qualidades divinas a função básica é absorver os desequilíbrios gerados pelo ser humano dentro do planeta ou do próprio ser redirecionando-os a sua evolução.
Encontramos como Orixás Cósmicos:
- Oya, absorvedora dos desequilíbrios do sentido da fé
- Oxumaré absorvedor dos desequilíbrios do sentido do amor
- Obá absorvedora dos desequilíbrios do conhecimento
- Iansã absorvedora dos desequilíbrios da justiça
- Egunita absorvedora dos desequilíbrios da lei
- Nanã absorvedora dos desequilíbrios da evolução
- Omolu absorvedor dos desequilíbrios da geração
Desta forma encontramos dentro da cultura Umbandista uma função irradiadora e outra equilibradora dentro dos mistérios de Olorum, ou seja, aqui já aprendemos que Orixás não são deuses, mas qualidades de DEUS.
Dentro do campo vegetal, encontramos ervas, frutas, legumes, verduras, grãos, raízes, que tem uma função especifica dentro de nossa alimentação, tratando de determinados males físicos e hoje já descobertos pela medicina holística também de origem emocional e espiritual.
O reino vegetal desde sua criação tem um “por que” porém poucos se aprofundaram nos estudos sobre o mesmo.
Ao falarmos da natureza, encontramos a força dos Orixas atuando em folhas, troncos, cascas, frutas, raízes, legumes, verduras e demais reinos que o compõem, mas dentro do ritual Umbandista nós somente encontramos os banhos e defumações. Na realidade os espíritos sempre nos orientaram a respeito da importância destes reinos, porém poucos se interessaram em estuda-lo aqui salientando o REINO VEGETAL.
Encontramos em uma maçã por exemplo a atuação energética de 03 Orixas.
- Na casca vermelha, a força de Xangô
- Na geometria do fruto e essência de Oxum
- No interior a iluminação de Oxala
Ainda estudando a maçã, encontramos no seu “prana vegetal” a energia necessária para que através da força vegetal possa ser combatido e equilibrado os males da depressão e demais males emocionais.
Em uma Espada de São Jorge, encontramos:
- Na geometria da folha a ordenação de Ogum
- Na sua casca verde a força absorvedora de Oxóssi
- No seu bagaço a energia de Oyá
Sua utilização é muito usada em desagregação e purificação energética evitando o contagio de cargas negativas em ambientes e pessoas.
Cada elemento, cada desenho, cada traço da natureza tem uma função e esta função esta ligada a um Orixá.
Para tanto é preciso compreender que Olorum sempre tem um propósito maior na sua criação que ainda passa desapercebido e não esta lá por mero acaso.
Na formação de um elemento vegetal temos energias, agregadoras, absorvedoras, energizadoras que através do fluxo energizador planetário contribuem para a formação da mesma e conhecendo sua correspondência energética podemos no vaso que ornamenta muitas vezes nossas casas, consultórios ou escolas descobrirmos mais do que beleza, mas também, um fluxo de energia benéfica para o ser.