Mamona, mamona branca, carrapateiro, palma de cristo, mamoneira

Nome: Mamona, mamona branca, carrapateiro, palma de cristo, mamoneira

Nome em Yorubá: EWÈ LÁRÀ FUNFUN

Orixa regente: OXALÁ

Mamona ou rícino é a semente da mamoneira (Ricinus communis L.), uma euforbiácea.

Recebe outras designações, conforme a região: no Nordeste brasileiro, carrapateira; em algumas regiões da África, é abelmeluco; na língua inglesa, como castor bean; na língua espanhola como ricino, higuerilla, higuereta e tártago.

O seu principal produto derivado é o óleo de mamona, também chamado óleo de rícino. Embora seja usado na medicina popular como purgativo, este óleo possui largo emprego na indústria química devido a uma característica peculiar: possui uma hidroxila (OH) ligada na cadeia de carbono. Não existe outro óleo vegetal produzido comercialmente com esta propriedade. Isto lhe confere uma alta viscosidade e solubilidade em álcool a baixa temperatura. Pode também ser utilizado como matéria prima para o biodiesel.

A semente é tóxica devido principalmente a uma proteína chamada ricina, que quando purificada é mortal mesmo em pequenas doses. O óleo é de difícil digestão, mas o maior risco na ingestão da semente é a toxina ricina. Mais de três sementes podem matar uma criança; mais de oito, um adulto. Possui ainda uma potente proteína alergênica chamada CB-1A ou Albuminas 2S presente nas sementes e no pólen.

Os principais países produtores de mamona são a Índia (73%), a China (18%) e o Brasil (8%) (2007, FAO), sendo os principais consumidores: Estados Unidos, França, Alemanha e Japão. No Brasil, a produção está concentrada no Estado da Bahia (67%), seguida do Ceará (15%), Minas Gerais (11%) e Pernambuco (3%).

O nome mamona provavelmente foi adotado devido à semelhança de suas folhas com aquelas do mamão (Carica papaya), embora estas duas plantas sejam muito diferentes e pertençam a diferentes famílias.

Uma folha de mamona cozida, em banho nos pés evita os inchaços devido a falta de circulação

Você conhece o olho de Boi ?

Nome popular: Coronha, fava de café, cabeça de frade, mucuna, mucana, olho de boi

Nome científico: Dioclea violacea

Orixá regente: Ossain

Planta brasileira que produz uma semente conhecida popularmente pelo nome de olho de boi.

Utilizada para combater mau-olhado e afastar cargas densas de inimigos através da chamada demanda mental.

Colocada dentro de um copo com água e consagrada em oração a Ossain, dura muito tempo e após começar a apodrecer ne água significa que absorveu cargas densas que pairavam no ambiente ou no campo áurico da pessoa.

Usado em colares de pais e mães velhos e caboclos nos terreiros de umbanda.

Seu uso é diurético e também no combate a hidropisia e feridas, é tônico, calmante e ajuda a combater os sintomas do derrame.

O reino vegetal e suas regências

É encantador observarmos a natureza! Inspiradora de muitas canções, poemas, cenário natural de reflexões, fonte despertadora do talento de um pintor, enfim, muitos qualidades poderíamos aplicar a esta obra tão fantástica criada por Olorum o Senhor Supremos de nossos destinos, mas talvez nunca paramos para refletir o que esteja escondido por detrás de tanta beleza e poderíamos dizer tanta força e é neste ponto que vamos aprofundar nossos estudos sobre o misterioso e encantador REINO VEGETAL.

Quando observamos a natureza encontramos inúmeras formas de vegetação, de leguminosas, de verduras, grãos etc. Olhando para a criação divina nos questionamos de como e porque este reino foi criado.

Dentro da ritualística Umbandista encontramos 7 qualidades divinas que denominamos Orixas divindades africanas que migraram com o negro escravo para o Brasil no período escravagista. Infelizmente devido a falta de estudo e acima de tudo disciplina mediúnica por parte de alguns praticantes da Umbanda a qualidade dos Orixas foi muito “humanizada” deixando os princípios sagrados dos mesmos esquecidos tomando lugar defeitos e hábitos humanos. Podemos tomar como exemplo o chavão popular: “Sou briguento, por isso sou filho de Ogum, ou ainda:” Sou muito emotiva por isso sou filha de Oxum”

Estas colocações não se enquadram dentro do perfil energético dos Orixas, nem tão pouco de suas funções na criação divina e neste aspecto encontramos:

  • Oxalá regendo o sentido da fé
  • Oxum regendo o sentido do amor
  • Oxóssi regendo o conhecimentos
  • Xangô regendo a justiça divina
  • Ogum regendo a ordenação ou a lei divina
  • Obaluaiê regendo a transmutação ou evolução divina
  • Iemanjá regendo a criação ou geração divina

Este grupo de Orixás formam o que chamamos de Orixás Universais ou Orixás Maiores dentro do Ritual Umbandista ou seja, aqueles que nos favorecem nos agregando energias salutares para nosso aprimoramento, valendo lembrar que neste caso tudo na criação divina é envolvido por estas energias.

Dentro deste grupo também temos os Orixás Menores ou Orixás Cósmicos, não devendo ser interpretado “menor” como menos importante na criação, mas nas suas qualidades divinas a função básica é absorver os desequilíbrios gerados pelo ser humano dentro do planeta ou do próprio ser redirecionando-os a sua evolução.

Encontramos como Orixás Cósmicos:

  • Oya, absorvedora dos desequilíbrios do sentido da fé
  • Oxumaré absorvedor dos desequilíbrios do sentido do amor
  • Obá absorvedora dos desequilíbrios do conhecimento
  • Iansã absorvedora dos desequilíbrios da justiça
  • Egunita absorvedora dos desequilíbrios da lei
  • Nanã absorvedora dos desequilíbrios da evolução
  • Omolu absorvedor dos desequilíbrios da geração

Desta forma encontramos dentro da cultura Umbandista uma função irradiadora e outra equilibradora dentro dos mistérios de Olorum, ou seja, aqui já aprendemos que Orixás não são deuses, mas qualidades de DEUS.

Dentro do campo vegetal, encontramos ervas, frutas, legumes, verduras, grãos, raízes, que tem uma função especifica dentro de nossa alimentação, tratando de determinados males físicos e hoje já descobertos pela medicina holística também de origem emocional e espiritual.

O reino vegetal desde sua criação tem um “por que” porém poucos se aprofundaram nos estudos sobre o mesmo.

Ao falarmos da natureza, encontramos a força dos Orixas atuando em folhas, troncos, cascas, frutas, raízes, legumes, verduras e demais reinos que o compõem, mas dentro do ritual Umbandista nós somente encontramos os banhos e defumações. Na realidade os espíritos sempre nos orientaram a respeito da importância destes reinos, porém poucos se interessaram em estuda-lo aqui salientando o REINO VEGETAL.

Encontramos em uma maçã por exemplo a atuação energética de 03 Orixas.

  • Na casca vermelha, a força de Xangô
  • Na geometria do fruto e essência de Oxum
  • No interior a iluminação de Oxala

Ainda estudando a maçã, encontramos no seu “prana vegetal” a energia necessária para que através da força vegetal possa ser combatido e equilibrado os males da depressão e demais males emocionais.

Em uma Espada de São Jorge, encontramos:

  • Na geometria da folha a ordenação de Ogum
  • Na sua casca verde a força absorvedora de Oxóssi
  • No seu bagaço a energia de Oyá

Sua utilização é muito usada em desagregação e purificação energética evitando o contagio de cargas negativas em ambientes e pessoas.

Cada elemento, cada desenho, cada traço da natureza tem uma função e esta função esta ligada a um Orixá.

Para tanto é preciso compreender que Olorum sempre tem um propósito maior na sua criação que ainda passa desapercebido e não esta lá por mero acaso.

Na formação de um elemento vegetal temos energias, agregadoras, absorvedoras, energizadoras que através do fluxo energizador planetário contribuem para a formação da mesma e conhecendo sua correspondência energética podemos no vaso que ornamenta muitas vezes nossas casas, consultórios ou escolas descobrirmos mais do que beleza, mas também, um fluxo de energia benéfica para o ser.

 

Bambu

Bambu é o nome que se dá às plantas da sub-família Bambusoideae, da família das gramíneas (Poaceae ou Gramineae). Essa sub-família se subdivide em duas tribos, a Bambuseae (os bambus chamados de lenhosos) e a Olyrae (os bambus chamados herbáceos).

As opiniões variam muito e novas espécies e variedades são acrescentadas ano a ano, mas calcula-se que existam cerca de 1250 espécies no mundo, espalhadas entre 90 gêneros, presentes de forma nativa em todos os continentes menos na Europa. Habitam uma alta gama de condições climáticas (zonas tropicais e temperadas) e topográficas (do nível do mar até acima de 4000m).

O bambu possui caules lenhificados utilizados na fabricação de diversos objectos como instrumentos musicais, móveis, cestos e até na construção civil, onde é utilizado em construções de edifícios a prova de terremotos. Também é possível produzir a partir desta gramínea, a fibra de bambu.

Uma matéria vegetal assim como o algodão ou o linho, o bambu tem em seu favor alguns trunfos suplementares. A sua fibra, extraída de uma pasta celulósica, se caracteriza pela sua característica homogênea e pesada (ela não amassa) e seu aspecto suave e reluzente, parecidos com os da seda. Sobretudo, ela possui virtudes respiratórias, anti-bacterianas.

Curiosidades Depois do ataque a Nagasaki o bambu foi a primeira planta a crescer novamente.

Uma semente de bambu pode formar uma floresta de bambus em 30 ou quarenta anos